quinta-feira, 27 de maio de 2010

Sobre as Cólicas ....

Li esta reportagem no site do Dr. Drauzio Varella sobre cólicas e achei muito interessante....


Drauzio – Mães e pais ficam muito aflitos quando percebem que o filho está com cólicas ou tendo refluxo. Há quem diga que bebê não tem cólicas.

Antranik Manissadjian – A criança tem cólica em decorrência da própria imaturidade do organismo. Sob o ponto de vista físico, ela nasce como um edifício pronto e acabado, como uma fábrica montada, mas funcionalmente imatura.
Criança tem cólica? Tem. A cólica é uma onda peristáltica que em vez de fluir adequadamente até o final do intestino delgado, encontra uma área em que existe um espasmo e a criança sente dor.


Drauzio – Como se percebe que a criança está chorando porque tem cólica?
Anranik Manissadjian – Existem ene causas para o choro da criança e a mãe acaba entendendo pelo tom o que o filho está querendo transmitir. A criança chora de fome, chora de sede, chora porque está agasalhada demais e nesse caso também transpira, porque está mal agasalhada, porque urinou ou evacuou e as fraldas estão sujas ou molhadas, ou porque quer arrotar. Até chegar ao choro por causa da cólica, existe um caminho longo em que a mãe vai paulatinamente decifrando o significado de cada choro, à medida que se entrosa melhor com o filho recém-nascido. Muitas dizem que a cólica aparece com hora marcada. A partir das seis da tarde, a criança começa a chorar. É verdade, mas antes de chegar a essa conclusão, ela precisa verificar se o bebê está com fome, com sede, se fez xixi ou cocô ou se quer arrotar.
Normalmente, a maturação funcional começa logo após o nascimento. No caso do sistema nervoso, vai até a adolescência, algumas vezes uma adolescência sem fim, porque conheço muitos adolescentes com 50 ou 60 anos. A funcionalidade do aparelho respiratório, por exemplo, termina aos sete anos; a maturação do sistema circulatório, logo após o nascimento, mas a do sistema digestivo leva mais tempo e as cólicas acabam sumindo no segundo semestre da vida da criança.
Quando a criança tem cólicas, as mães costumam colocar bolsa de água quente, passar óleo e fazer massagem no abdômen, dar chá de chicória. Nós, médicos, ficamos em palpos de aranha, essa é a realidade. Pode-se prescrever antiespasmódico. Quando ele não dá resultado, receito paracetamol ou dipirona, mas às vezes somos obrigados a dar barbitúricos (fenobarbital), porque a cólica pode estar associada a uma pequena disfunção cerebral. Outras vezes, só nos resta recorrer aos diazepínicos para acalmar a cólica e só a vivência vai indicar o método mais adequado para tratar cada caso.


Drauzio – E em relação ao refluxo, o que se deve fazer?
Antranik Manissadjian – Em relação ao refluxo, assunto que está em moda ultimamente, é preciso analisar como está sendo feita a amamentação para depois ministrar remédios anti-refluxo. Costumo orientar as mães no sentido de que devem procurar uma posição confortável para amamentar, pois vão ficar bom tempo sentadas, e descobrir qual a melhor posição para a criança, pois assim engolirá menos ar, já que por si o ato da sucção favorece a deglutição de ar junto com o leite.
Se a criança estiver sendo alimentada com mamadeira, deve-se prestar atenção no tipo de bico usado. Ele deve ser mole (os duros exigem maior esforço físico, a criança se cansa e acaba dormindo) e ter o orifício adequado para que o leite verta com facilidade. Bicos que já vêm com o furo pronto freqüentemente precisam de adaptações. Principalmente, ao oferecer o complemento em mamadeira, a mãe não deve permitir que haja nível de ar com o leite. A ingestão de ar distende o estômago, provoca dor e faz, muitas vezes, com que a criança regurgite.
Outra medida necessária é colocar a criança para arrotar depois que mamou durante dez minutos. Se não arrotou, deve-se deitá-la sobre um dos lados, direito ou esquerdo, ou mesmo de bruços, mas nunca de costas porque o gás empurra e põe para fora o leite que encontra pela frente, passando a sensação de que ela vomitou, porque vai regurgitar de maneira intensa.
Por isso me questiono a respeito do refluxo, se de fato os casos aumentaram ou se é falha na orientação dos pediatras quanto ao procedimento correto em relação ao ato de amamentar. Antes de fazer o diagnóstico de refluxo, é preciso avaliar as condições que cercam a amamentação para evitar que a criança receba desnecessariamente uma parafernália de medicamentos, como esvaziadores mais rápidos de estômago, antiácidos, antiespasmódicos, etc.

5 comentários:

Pam Salzgeber disse...

Ai as cólicas, não sinto nenhuma saudades delas, rsrsrs.

Sofremos muito, digo sofremos pois a familia toda entrou na dança, pelo menos os primeiros 15 dias até minha mãe participava.

O Pedro logo no primeiro dia q nasceu, ja tinha colicas, que duraram uns 2 meses.

Agora o Benjamim, os primeiros 3 dias , que foi quando estavamos no hospital, ele ficou bonzinho, a gente elogiava, dizia que esse seria diferente e tal, rsrs , mas foi chegar em casa que tudo mudou, essa fase da minha vida se chama, 3 meses sendo zumbi rsrsrs.

Ele chorava de cólicas o dia todo, mamava de meia em meia hora, e eu ainda tinha o Pedro que tinha 1 ano e meio, pra cuidar tbm, a nessa época tive pouca ajuda da mamãe rsrs, foi punk.

Mas depois de 3 meses passou, hoje ele ainda acorda de noite com quase 4 anos, mas é porq é um esfomiadinho rsrsrs.

Beijocas

Mamãe Tah disse...

É cólica é um assunto sério e desesperador! rs

Porque de tanto que o bebe chora vc acaba desesperando junto!

Adorei a reportagem!
Adorava quando ele tinha um programa no fantástico! Ele é demais!

Beijos

Tchella disse...

óóii! coisa fofa esse blog! bjins


www.teacupncake.blogspot.com

Ariele disse...

Que matéria interessante, eu tenho medo de cólicas, ai meu deus, do jeito que sou corujá só quero ver! :/ Beijos querida

Unknown disse...

Nossa, tratar cólicas com remédio pro sistema nervoso. Só de ouvir já fico apavorada. Acho que quando o Oliver estiver nessa fase eu vou chorar junto com ele.

Adorei a matéria!

Beijos