Bom, como já falei do parto normal (veja aqui) agora o assunto é a cesária... Não tem como falar disto, antes de falar de anestesia... pois bem....
Lá no Curso de Gestantes nos foi explicado que existem dois tipos de anestesia: peridural e raquidiana (ráqui) ... em todas as mães permanecem perfeitamente consciente durante o parto...
A diferença entre elas:
A raquidiana, tem ação praticamente imediata e é dada de uma vez só, com duração limitada. Já a peridural utiliza uma quantidade bem maior de medicamento anestésico, e pode ser administrada continuamente por um cateter que fica nas costas, durante o tempo que for necessário. Via de regra, a raquidiana (ou ráqui) é usada nas cesarianas e às vezes nos partos vaginais, e a peridural, nos partos normais.
Pois bem... falando na cesariana... algumas informações foram passadas:
- é um procedimento cirúrgico por isso seu tempo de recuperação é maior do que o PN...
- a incisão é feita, o médico apalpa para saber a posição do bebê, os líquidos são sugados de dentro do útero e o bebê é retirado.
- assim que é retirado seu nariz e boca são sugados, ainda em cima do abdomem da mãe, o cordão umbilical é cortado e o bebê é levado para limpeza e testes...
- A placenta é retirada, o útero é limpo e assim o sangramento minimizado (costuma se observar que as mulheres de PN sangram muito mais após o parto do que as de PC por causa deste procedimento de limpeza e aspiração)
- Os procedimentos levam 3 vezes mais tempo do que um PN...o médico tem q inspecionar todos os orgãos para saber se tudo está ok, fechar o útero, colocar "tudo no lugar" para depois dar os pontos ...
- Bom, o que sei é q na Maternidade q terei a Mariana o procedimento de sutura é feito com pontos por dentro (se precisar) e uma "colinha" por fora (cola cirúrgica)...
- A recuperação e repouso deve durar 2 semanas.... onde é recomendado à mamãe não pegar peso, fazer nenhum esforço que não seja cuidar do bebê.
Salvo algumas exceções, não se tem como saber se uma gestante vai ter um parto cesária ou normal. Apenas durante a evolução do trabalho de parto é que se pode definir isso.
Existem indicações absolutas e relativas na indicação de cesáreas.
Indicações absolutas: São aquelas em que deve ser realizado a cesária devido ao grande risco materno e fetal.
- desproporção cefálo-pelvica: feto muito grande para a bacia materna
- placenta prévia centro total: a placenta recobre todo o orifício do útero.
Indicações relativas: São aquelas em que deve ser avaliado a relação risco/beneficio e observando que cada caso é único e pode se apresentar de diversas formas em cada gestante. Não é obrigatória a indicação da cesária, devendo prevalecer o bom senso do obstetra.
- primigesta (primeiro filho) idosa ou adolescente
- morte fetal
- apresentação pélvica prematuro
- gêmeos prematuros
- tumores pélvicos
- cirurgias corretivas vaginais (períneo)
- herpes genital ativo
- varizes vulvares
- 02 partos cesárea anteriores
Para finalizar, cabe ao obstetra a decisão da via de parto e à paciente o questionamento e esclarecimento de todas as suas dúvidas, lembrando que bom senso é fundamental para ambos, que com certeza desejam a mesma coisa: uma criança sadia!
(texto de Saúde na Intenet)